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A palavra japonesa “Ju-On”
é o nome dado (no Japão) ao espírito de alguém
que quando encarnado morreu com uma imensa raiva e, vingativo, lançou
uma maldição no lugar onde morreu para que todos que
entrem em contato com este lugar também venham a morrer.
Baseado nesta idéia o diretor Takashi Shimizu escreveu o
roteiro do filme “Ju-On”, que fez um enorme sucesso
e que agora foi refilmado, também sob sua direção,
com o título de “O Grito”.
O filme não
segue uma seqüência linear, o que dá um charme
a narrativa e compõe o clima de mistério da trama.
O Grito narra
a estória da estudante de serviço social Karen Davis
(Gellar), que juntamente com o namorado vai para o Japão
fazer um intercâmbio, lá ao substituir uma colega que
não foi trabalhar, Karen entra na casa amaldiçoada
e a partir daí começa a ser vítima da perseguição
espiritual enquanto luta desesperadamente para descobrir o mistério
da casa e para sobreviver.
Durante a trama
o grande destaque é a obsessão dura e cruel, mas há
também uma cena muito boa onde temos o fenômeno da
ideoplastia, onde Karen vê todos os fatos que deram origem
a maldição.
Como é
comum nos filmes do gênero, os exageros acontecem em grande
quantidade, sempre com o objetivo de assustar, mas o filme não
chega nem perto de ser apavorante. O enredo é interessante,
mas talvez pela diferença cultural entre o Japão e
o ocidente, não funciona muito bem, sendo em alguns momentos
até infantil. É fácil fazer uma associação
com o filme “O Chamado”, embora não seja essa
a intenção.
Para quem gosta
do gênero pode ser uma boa opção, mas sem grandes
expectativas. Entretanto vale a reflexão sobre os efeitos
negativos do ódio, da vingança e dos sentimentos negativos,
pois embora não possam não ser semelhantes aos do
filme, com certeza causam muitos prejuízos, principalmente
para aquele que os alimenta.
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