Alguns dias antes de completar 65 anos, William Parrish
(Hopkins) começa a perceber sinais de que sua morte está
próxima. Poucos dias depois ele recebe a visita da própria
morte que tomou o corpo de um jovem (Pitt) e assumiu a identidade
de Joe Black. A Morte intrigada com o temor que causa as pessoas
faz um acordo com Parrish, vai acompanhá-lo por alguns
dias para descobrir a razão desse medo e conhecer mais
sobre a vida dos mortais.
O filme é uma refilmagem do filme
Death Takes a Holiday (Uma sombra que Passa), de 1934 e embora
sua temática principal seja a descoberta por parte da morte
das emoções humanas, principalmente o amor, pois
ela acaba se apaixonando por Susan (Forlani), filha de Parrish,
o filme traz reflexões interessantes sobre a família,
a honestidade, a conduta humana e, claro, o amor.
O roteiro é bem construido, embora
as vezes pareça tolo, pricipalmente por alguns exageros,
mas, de um modo geral, atende as necessidades e ele se encaixa
bem e torna Encontro Marcado um filme simpático e agradável,
sem falar no sempre ótimo Anthony Hopkins, numa atuação
forte e marcante.
Existe muita fantasia no filme, como
por exemplo a morte tomando o corpo de alguém que morreu,
laços fluídicos sendo reestabelecidos depois de
quebrados, mas a grande lição do filme pode ser
resumida num diálogo entre Parrish e a morte, quando ele
pergunta se deve temer alguma e a morte responde: "Um homem
como você não", lembrando que a garantia de
um vida espiritual feliz é uma conduta reta e baseada em
valores morais corretos durante a vida carnal. E por isso o filme
já vale.
O final talvez seja decepcionante para
algumas pessoas, mas é bem adequado para um filme que pretende
ser mais do que um simples romance.
E para quem consegue enxergar além do
obvio existe muito mais a ser descoberto no filme.